terça-feira, 28 de julho de 2009

Relatório

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO - ENGENHEIRO CALDAS – MG
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GESTAR II – GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
RELATÓRIO
O Programa Gestar II trouxe muitas expectativas para o nosso município em relação à renovação do “olhar” do professor para a tarefa de aprender e de ensinar, promovendo a integração entre o saber e o ser.
Portanto para atender a essas expectativas, a equipe responsável pelo Gestar II no município se reuniu para planejar e preparar o plano de ação da apresentação do Programa para os profissionais da Rede Municipal de Ensino com o objetivo de fazer do trabalho uma iniciativa responsável e comprometedora.
Tendo em vista a implantação do programa no nosso município, tivemos um pouco de atraso em relação à data de início, por motivos de alguns trabalhos já encaminhados no planejamento das escolas. Mas graças ao bom desempenho das atividades realizamos a aula inaugural do Gestar II no dia 06 de maio de 2009, na Escola Municipal Adeodata da Silveira Castro, lembrando que a rede Municipal de Ensino só atende os anos finais do Ensino Fundamental nos Distritos pertencentes ao Município. Por esse motivo contamos com poucos professores nas áreas de Português e Matemática. No dia da aula inaugural contamos com a presença de todos os profissionais que atuam nos anos finais do ensino fundamental, a presença de todos teve como objetivo inicial apresentar o programa de forma com que todos se comprometam em abraçar o diferencial proposto pelo Gestar II.
No início tivemos maior aceitação entre os professores da área de português. Com estes foi possível montar um cronograma de estudos em relação às oficinas de forma mais precisa e eficaz. Em relação à área de matemática, tivemos grandes dificuldades no início de fechar com os professores cursistas um dia que fosse favorável a todos. Demoramos encontrar uma solução para o problema, mas conseguimos. Com base nesses contratempos não foi possível planejar as oficinas para os mesmos dias.
A cada encontro, são planejadas novas formas de atrair os professores para uma participação mais efetiva. Ao longo dos trabalhos, os professores se expressam de diferentes formas, trocam experiências, discutem sobre o que tem dado certo e qual têm sido as dificuldades e desafios encontrados durante a transposição didática na sala de aula.
Percebe-se nos momentos de socialização nas oficinas práticas um grande entusiasmo nos professores, eles expressam com um olhar apaixonado o que tem dado certo na prática da sala de aula e questionam sobre o que não deu certo, estão motivados com o diferencial da transposição didática do Gestar II e testemunham algumas atitudes dos alunos mediante essa nova forma de ensinar. Uma das professoras cursista de matemática disse que um dos alunos que não gostava de matemática e por isso não participava muito bem das aulas expressou em um momento de trabalho em grupo que “as aulas de matemática estavam diferentes e mais gostosas de participar”. Esse testemunho comprova a cada dia o quanto está mais prazeroso trabalhar e como essa proposta está atendendo as nossas necessidades.
Torna-se pertinente salientar que a proposta tem sido merecedora dos nossos aplausos, mas mediante uma grande defasagem do ensino e da aprendizagem dos nossos alunos, muitas atividades e conteúdos precisam ser trabalhados muito mais tempo do que o previsto para esse 1º semestre. Nesse sentido percebemos o quanto à necessidade de estudo é maior que o tempo que temos para a conclusão das oficinas.
No cotidiano escolar o Getar II positivamente fez uma grande virada. Isso se torna notório nos trabalhos expostos pelos alunos, nas dinâmicas de grupo, no colorido da sala de aula e muito mais que isso é a motivação e expectativa em relação às aulas. A transposição didática favorece o professor ir ao encontro da realidade dos alunos, ou seja, momento que estimula, motiva de forma a proporcionar uma transcendência na aprendizagem, pois estes se vêem curiosos com o que vai acontecer a cada novidade.
Temos clareza que as mudanças estão acontecendo, mas precisamos ter o pé no chão de que teremos resultados a curto, médio e longo prazo. Estamos plantando hoje uma nova forma de ensinar e aprender e isso é grandioso para aqueles que lutam por uma educação que transcende os muros da escola visando atingir o educando de forma precisa e eficaz em relação ao conhecimento cognitivo, físico, afetivo emocional e social. Através das diferentes formas de se trabalhar em grupos, essa proposta tem desenvolvido nos alunos e professores atitudes de cooperação e comunicação.
O Programa tem nos possibilitado provocar a consciência do papel do professor na vida dos alunos tornando-se essencial, pois é por meio do intermédio da mediação do professor que o processo de aprender e ensinar estão acontecendo.
Os professores formadores têm contribuído e muito para a prática do Gestar II. A transposição didática utilizada nas oficinas práticas tem trazido grandes inovações e despertado maiores esperanças em relação à educação. Os que estavam um pouco desmotivados e frustrados com a educação em relação à participação e interesse do aluno começaram a ter uma visão diferente. Alguns até reconheceram as dificuldades que tem de ensinar de uma forma diferente e a necessidade de buscar novos caminhos para inovar e renovar sua prática.
Na disciplina de matemática foi trabalhado até julho (1º semestre) o TP1 (Matemática na alimentação e nos impostos), TP2 (Matemática nos esporte e nos seguros) e a unidade 9 do TP3 (Matemática nas formas geométricas e na ecologia). Na disciplina de português foi trabalhado o TP3 (Gêneros e tipos textuais), TP4 (Leitura e processos de escrita I) e TP5 (Estilo, coerência e coesão).
Ao longo de todo o processo estamos percebendo as transformações nos professores das disciplinas de português e matemática e outros que abraçaram a proposta. Precisamos atingir muito mais professores de diferentes disciplinas e toda equipe escolar, mas sabemos que isso é um trabalho permanente e a longo prazo. Ainda bem que já começamos e a nossa missão é continuar.

Elizeth Gonçalves da Silva (Coordenadora)




Engenheiro Caldas, julho de 2009.


Um comentário:

  1. Realmente, quanto mais interdisciplinar, melhor.

    Um abraço

    Luzia

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